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Despertador toca com o celular no silencioso? Sim — e 6 exceções

Celular virado para baixo sobre o lençol claro na luz suave da manhã

Sim: com o celular no modo silencioso, o despertador do app nativo toca normalmente — tanto no iPhone (app Relógio) quanto no Android (Relógio do Google, padrão no Pixel; Samsung, Xiaomi, Motorola). O motivo é arquitetura de áudio: alarme e toque saem por canais diferentes, e o silencioso corta toque e notificações. A resposta completa, porém, tem letras miúdas. Existem seis situações reais em que o alarme não toca ou toca baixo demais: volume de alarme zerado, fone Bluetooth conectado, app de terceiros travado pela economia de bateria, celular desligado, redução automática de volume no iPhone e alarme mal configurado.

As exceções, em uma olhada

Antes de mexer em qualquer configuração, veja se o seu caso está nesta lista. Cada item é destrinchado na seção “As 6 situações em que o despertador realmente não toca”, mais abaixo.

  • Volume do canal de alarme zerado ou baixo. Comece a investigação por aqui, justamente porque é o único caso que não dá nenhum sinal de erro: o alarme dispara, o aviso aparece na tela, o som sai a 10%.
  • Fone de ouvido ou caixa Bluetooth conectados. O som pode ser roteado só para o acessório, que está na sala.
  • App de despertador de terceiros bloqueado pela otimização de bateria ou sem permissão de alarmes exatos.
  • Celular desligado ou com a bateria esgotada durante a madrugada.
  • iPhone com Face ID reduzindo o volume quando detecta que você está olhando para a tela.
  • Alarme criado e não salvo, no dia errado ou com AM/PM trocado.

Repare numa distinção que muda o diagnóstico: “não tocou” e “tocou e eu não acordei” são problemas diferentes. O segundo não se resolve em nenhuma tela de configuração de som — a resposta está em por que eu não escuto o despertador.

Por que o silencioso não desliga o alarme: os canais de volume

O modo silencioso age sobre uma parte específica do áudio do sistema, e o alarme fica fora dessa parte.

No Android: cinco fluxos de áudio independentes

O Android trata o som em fluxos separados, cada um com seu próprio volume — a lista está na documentação do AudioManager, onde o alarme aparece como STREAM_ALARM:

  • Alarme — despertador e temporizador
  • Toque e notificação — ligações e avisos de apps
  • Mídia — música, vídeo, jogos
  • Chamada — a voz durante uma ligação
  • Sistema — sons de toque na tela, teclado, bloqueio

Quando você coloca o aparelho no silencioso, o sistema zera o fluxo de toque e notificação. O fluxo de alarme continua exatamente onde estava. É por isso que o despertador toca: ele nunca esteve no caminho do interruptor.

O mesmo raciocínio explica um comportamento que confunde muita gente: você aperta o botão lateral de volume até o fim e, mesmo assim, o alarme berra de manhã. O botão lateral, quando não há nada tocando, mexe no toque ou na mídia, dependendo do fabricante. Para mudar o alarme é preciso abrir o painel completo de volume e arrastar a barra específica dele.

No iPhone: o interruptor lateral e o Botão de Ação

O interruptor Toque/Silencioso — ou o Botão de Ação, nos modelos que o substituíram — silencia toque, alertas e notificações. O app Relógio ignora esse estado, junto com o temporizador, conforme o Manual do Usuário do iPhone. Alarme e cronômetro tocam com o interruptor em silencioso, com o iPhone virado para baixo e com o aparelho travado.

O controle que realmente importa no iOS fica em Ajustes > Sons e Sensações Táteis (chamado “Sons e Toques” em versões anteriores), no cursor de Toque e Alertas. Esse cursor governa o volume do alarme. Logo abaixo dele existe a opção Alterar com Botões: se estiver ligada, os botões físicos alteram esse mesmo volume quando nada está tocando — e um aperto acidental no bolso vira um despertador quase inaudível.

No Android, o caminho equivalente é Configurações > Sons e vibração > Volume (One UI da Samsung) ou Configurações > Som e vibração (Xiaomi, Motorola e Android próximo do padrão do Google).

E a vibração? Também é um canal à parte. Um celular “mudo” que vibra na mesa está com o toque zerado e a vibração ativa — comportamento esperado, sem defeito nenhum. Vibração sobre colchão ou tecido, aliás, é o jeito mais eficiente de dormir por cima do próprio alarme.

O alarme toca no Não Perturbe e nos Modos de Foco?

Toca — e essa é outra confusão comum, porque quatro coisas costumam ser tratadas como sinônimos. Silencioso, vibratório, Não Perturbe e volume zero são estados diferentes, e só um deles cala o despertador de verdade: o volume zero no canal de alarme.

Não Perturbe (iOS e Android) — silencia notificações e chamadas, deixa o alarme do app nativo passar.

Modo de Foco e Modo Sono do iOS — o Foco Sono escurece a tela de bloqueio e segura as notificações; o alarme de despertar continua programado e disparando. Se você usa a agenda de sono, o alarme vive dentro dessa agenda: desativar o horário de sono desativa junto o alarme de despertar, e muita gente descobre isso na segunda-feira.

Modo Dormir (Bedtime) do Google e Bem-estar Digital — deixam a tela em escala de cinza e silenciam avisos, sem tocar no despertador.

Onde o Foco vira problema: alarmes de apps de terceiros que dependem de notificação. Um app que dispara o alarme por meio de uma notificação comum pode ser barrado por um Foco agressivo ou por modos como o Modo Zen presente em alguns aparelhos. Apps sérios de despertador — Alarmy, Sleep as Android e Wake Boom, entre outros — registram um alarme de sistema justamente para escapar dessa armadilha: no Android, um alarme exato no canal de alarme; no iOS atual, um alarme agendado pelo AlarmKit, o framework da própria Apple, que atravessa o silencioso e qualquer Foco como o app Relógio. Se isso depende de você liberar alguma coisa varia com a versão, e a seção seguinte diz exatamente quando.

Uma verificação que leva um minuto: no Android, dentro de Configurações > Som e vibração > Não perturbe, existe uma seção de Alarmes e outras interrupções com um interruptor explícito para alarmes. O padrão é permitir. Se alguém já mexeu ali, o Não Perturbe pode, sim, calar o despertador do sistema. No iOS, a lista de exceções fica em Ajustes > Foco, e o alarme do Relógio não aparece nela porque o sistema não o trata como notificação. O assunto tem um guia próprio em despertador que toca mesmo no modo Não Perturbe.

As 6 situações em que o despertador realmente não toca (ou toca baixo)

1. O volume do canal de alarme está zerado ou baixo

O alarme dispara, o aviso aparece na tela e o som sai a 10%. Você acorda uma hora depois com o alarme ainda ativo na tela. É a hipótese que vale checar primeiro, porque nenhuma outra falha desta lista é tão silenciosa: o sistema não mostra erro, o app não avisa, o histórico registra o disparo.

2. Fone de ouvido ou caixa Bluetooth conectados

O acessório não precisa estar no ouvido para roubar o som: basta continuar pareado e ativo

O roteamento do áudio de alarme para acessórios não é padronizado: o Android define o fluxo STREAM_ALARM, e a rota de saída fica a cargo de cada fabricante e de cada versão. Na prática, dá para descobrir o seu caso em dois minutos.

Faça assim: com o fone pareado e fora do estojo, sobre a mesa, crie um alarme para daqui a um minuto e afaste-se um passo. Se o som sair abafado, encostado no fone, o alarme está indo para o acessório. Repita com o fone dentro do estojo fechado — a maioria dos fones true wireless encerra o perfil de áudio ao fechar o estojo, e o alarme volta ao alto-falante interno. O ponto em que os aparelhos divergem é o fone conectado mas ocioso, sem nada tocando: entre One UI e o Android próximo do padrão que roda no Pixel esse comportamento não é o mesmo, e não dá para deduzir pelo modelo. Só o teste responde. Anote o resultado do seu aparelho — vale para todas as noites em que a caixa de som fica ligada na sala.

3. App de terceiros bloqueado pela otimização de bateria

É isto que acontece às 6h quando as liberações estão no lugar

Cenário clássico em Xiaomi (MIUI e HyperOS) e Samsung (One UI), onde a gestão agressiva de energia encerra apps em segundo plano durante a noite. Desde o Android 6, o modo Doze agrupa tarefas adiadas para poupar bateria, e só um alarme registrado com setExactAndAllowWhileIdle fura esse agrupamento. Por cima disso veio a permissão SCHEDULE_EXACT_ALARM, obrigatória para apps que miram o Android 12 em diante e negada por padrão em instalações novas a partir do Android 14 — no menu do celular ela aparece como Alarmes e lembretes.

Um app de despertador como Alarmy, Sleep as Android ou Wake Boom precisa, então, de duas liberações que valem para todos: otimização de bateria desativada e execução em segundo plano (mais a autoinicialização, no caso da Xiaomi). Sem isso, o sistema pode adiar o disparo em blocos ou nunca acordar o app.

A terceira, Alarmes e lembretes, depende da versão e do app, e vale saber antes de procurar: um app cuja função central é despertar pode declarar a permissão do tipo automático, que o sistema concede na instalação e o usuário não consegue revogar. Nesse caso ele simplesmente não aparece na lista de Alarmes e lembretes em Android 13 ou superior — não é um erro do aparelho. O Wake Boom é um desses; em Android 12 e 12L a permissão ainda é do tipo concedido na mão.

4. Celular desligado ou sem bateria

Um alarme é uma tarefa agendada; um aparelho desligado não executa tarefas. No iPhone, celular desligado significa alarme não disparado, sem exceção. No Android, alguns fabricantes já ofereceram alarme com o aparelho desligado, ligando o telefone poucos minutos antes do horário — recurso presente em parte da linha Xiaomi/Redmi e ausente em muitos outros modelos, o que exige conferir a central de ajuda do seu fabricante. Bateria descarregando de madrugada produz o mesmo resultado, sem aviso.

5. iPhone reduzindo o volume por reconhecimento de atenção

Modelos com Face ID têm os Recursos com Reconhecimento de Atenção: quando a câmera TrueDepth detecta que você está olhando para a tela, o iPhone entende que já captou sua atenção e baixa o volume do alarme e das notificações. Numa mesa de cabeceira, com o rosto voltado para o aparelho, isso derruba o volume no exato momento em que você mais precisa dele. O interruptor está em Ajustes > Face ID e Código > Recursos com Reconhecimento de Atenção, e a Apple descreve o conjunto de comportamentos numa página de suporte própria.

6. Alarme mal configurado

A lista sem glamour, e ainda assim responsável por muita hora perdida: alarme criado e não salvo; repetição marcada de segunda a sexta quando o compromisso é sábado; 7h00 PM em vez de AM; alarme com som “Nenhum” selecionado; alarme desativado por você mesmo na noite anterior, no piloto automático.

O limite de tempo: o alarme se cala sozinho

Não é uma sétima causa, é um teto que quase ninguém conhece. Se ninguém toca na tela, o alarme do iPhone toca por volta de 15 minutos e para — sem interação, não há soneca automática. Quem dorme por cima do som perde o alarme das 6h por volta das 6h15, e o silêncio depois disso parece o de um alarme que nunca disparou. No Android varia por app: o Relógio do Google traz uma opção Silenciar após, com um limite de poucos minutos, ajustável nas configurações do app. Vale abrir e ver em quanto está o seu.

Como garantir que o despertador vai tocar no iPhone

  1. Abra Ajustes > Sons e Sensações Táteis e arraste o cursor de Toque e Alertas para perto do máximo. Esse é o volume do alarme.
  2. Desligue Alterar com Botões, logo abaixo do cursor. Isso trava o volume do alarme contra apertos acidentais.
  3. No app Relógio, toque no alarme, entre em Som e confirme que não está como “Nenhum” nem em uma música que sumiu da biblioteca. Toques com ataque forte e variação de ritmo funcionam melhor que melodias suaves — o critério está detalhado em melhor som de despertador.
  4. Confira a soneca do despertador: se estiver ativa, o iOS repete a cada 9 minutos, o que costuma virar meia hora de sono fragmentado antes de você desligar tudo dormindo.
  5. Verifique o Modo Sono: em Ajustes > Foco > Sono, veja se a agenda está ativa e se o alarme de despertar dentro dela é o que você espera. Alarme de agenda desativado é alarme que não toca.
  6. Desative os Recursos com Reconhecimento de Atenção em Ajustes > Face ID e Código, se o seu iPhone tiver Face ID.
  7. Se você usa Apple Watch, abra o app Ajustes no relógio, vá em Sons e Hápticos e confira o espelhamento do modo silencioso do iPhone. Um Watch no pulso pode assumir o alerta com hápticos discretos enquanto você espera um som alto.
  8. Teste. Crie um alarme para daqui a um minuto, coloque o celular no silencioso, deixe-o exatamente onde ele passa a noite e espere.

Como garantir que o despertador vai tocar no Android

  1. Pressione o botão de volume, toque no ícone que abre o painel completo e arraste a barra de alarme — separada da de toque e da de mídia — para o máximo ou perto dele.
  2. Abra as configurações de som (Samsung One UI: Sons e vibração > Volume; Xiaomi HyperOS/MIUI: Som e vibração; Motorola: Som e vibração) e confirme o volume de alarme e a vibração do alarme.
  3. No app de despertador — Relógio do Google, Relógio da Samsung ou o app de terceiros que você usa — confirme o som selecionado e cronometre em quantos segundos o aumento gradual chega ao topo. Passou de um minuto, encurte a rampa.
  4. Vá em Configurações > Apps > [seu app de despertador] > Bateria e escolha Sem restrições (Android próximo do padrão), desmarque a otimização na Samsung (Cuidados com o dispositivo > Bateria) ou marque Sem restrições e ative a Autoinicialização na Xiaomi.
  5. Ainda nas permissões do app, ative Alarmes e lembretes (alarmes exatos) e permita notificações. Sem alarme exato, o Android pode agrupar o disparo com outras tarefas e atrasá-lo.
  6. Se o app tiver a permissão de sobreposição (“aparecer sobre outros apps”), libere também — é o que permite a tela do alarme surgir com o aparelho bloqueado.
  7. Verifique se o seu modelo tem alarme com o aparelho desligado (parte da linha Xiaomi/Redmi traz essa opção). Se não tiver, deixe o carregador conectado nas noites que importam.
  8. Teste. Alarme para daqui a um minuto, celular no silencioso, Bluetooth no estado em que ficaria à noite, aparelho na posição de sempre.

Quem usa relógio com Wear OS deve conferir mais uma camada: o relógio pode espelhar o alarme e vibrar no pulso, o que resolve para uns e é insuficiente para quem tem sono pesado — comparação por mecanismo em melhor despertador para sono pesado.

A objeção honesta: isso não estraga o uso do celular durante o dia?

Estraga um pouco, e seria desonesto fingir que não. Travar Alterar com Botões deixa o volume de toque e alertas parado onde você o deixou — no máximo. Toda notificação de meio de reunião sai no mesmo volume do despertador, e o remédio rápido (apertar o botão lateral) some justamente porque você o desligou. Desativar os Recursos com Reconhecimento de Atenção tem outro custo, e esse é de segurança: o Face ID deixa de exigir que você esteja olhando para desbloquear, e a tela para de se manter acesa enquanto você lê. Quem trabalha em espaço compartilhado sente as duas coisas.

A resposta não é “aceite o incômodo”, é atacar o gatilho em vez do recurso. Se o problema é o iPhone baixar o alarme quando enxerga seu rosto, tire o rosto do campo de visão da câmera: aparelho virado para baixo ou a dois metros da cama resolve o mesmo caso e preserva o Face ID atento — com o bônus de você precisar levantar para desligar. Já quem usa o celular em silencioso o dia inteiro paga quase nada por desligar Alterar com Botões, porque o toque no máximo nunca chega a soar.

Há uma segunda objeção, e ela é mais séria: o teste do minuto às 22h não reproduz as 5h50. Naquele horário o fone pode ter reconectado sozinho, a bateria está em 9%, o app passou seis horas ocioso e o sistema já decidiu o que fazer com ele. O teste valida a configuração, e não a resistência ao tempo. Cubra essa lacuna de dois jeitos: faça uma noite inteira de ensaio num sábado, com tudo exatamente como ficaria numa terça, e mantenha um alarme de seguro cinco minutos depois em outro aparelho na semana em que o compromisso não admite erro.

Tabela: como cada situação afeta o alarme

Situação do aparelho iPhone (app Relógio) Android (app nativo) Vibra? O que fazer
Modo silencioso / interruptor lateral Toca Toca Sim, se a vibração do alarme estiver ativa Nada — só confira o volume de alarme
Não Perturbe Toca Toca (salvo se o interruptor de alarmes foi desmarcado) Sim No Android, revise Não perturbe > Alarmes e outras interrupções
Modo de Foco / Modo Sono / Modo Dormir Toca Toca Sim Confirme se o alarme da agenda de sono está ativo
Modo avião Toca Toca Sim Nada — alarme não depende de rede
Sem chip ou sem internet Toca Toca Sim Nada, exceto se o som escolhido for uma faixa de streaming: sem conexão, o app cai para um toque padrão ou não reproduz nada
Fone ou caixa Bluetooth conectados Pode sair só no acessório Pode sair só no acessório Sim, no aparelho Desconecte antes de dormir ou teste com o acessório ligado
Volume de alarme em zero Não toca Não toca Vibra apenas Suba a barra específica de alarme
Celular desligado Não toca Não toca (exceto modelos com alarme em desligado) Não Deixe carregando
Bateria acabando de madrugada Não toca após desligar Não toca após desligar Não Carregador na cabeceira
App de terceiros sem permissões Pode atrasar ou falhar Pode atrasar ou falhar Depende Libere bateria, segundo plano e alarmes exatos

Ordem de conferência sugerida pela tabela: volume do canal de alarme, depois Bluetooth, depois permissões do app. O modo do aparelho fica por último, porque quase nunca é ele.

Checklist antes de dormir: 8 conferências em 30 segundos

  • O interruptor do alarme está ligado — o alarme aparece na lista mesmo desativado
  • O dia da semana está certo e o AM/PM também
  • O volume de alarme está audível, conferido na barra específica dele
  • Há um som selecionado (nada de “Nenhum” ou música que sumiu da biblioteca)
  • O Bluetooth está desconectado, ou você já testou como o alarme soa no acessório
  • A bateria aguenta a noite, ou o carregador está conectado
  • O app de despertador está liberado da economia de bateria e com alarmes exatos permitidos
  • O celular está onde vai passar a noite — não dentro da gaveta, sob o travesseiro ou virado para o seu rosto

Faça o teste do minuto pelo menos uma vez, na noite anterior a um compromisso que não admite atraso.

Quando o problema não é o celular

Existe um ponto em que a configuração acaba e outro problema começa: o alarme tocou, no volume máximo, com o som certo — e você desligou dormindo, ou nem registrou. Subir o volume não muda esse desfecho. Um alarme com missão troca o gesto: em vez de um toque que a mão dá dormindo, ele pede uma tarefa curta — uma conta, uma caça a um objeto pela câmera, um código QR colado longe da cama — e só se cala quando ela termina. A soneca continua existindo, e é aí que está a diferença que importa: ela adia a tarefa em vez de encerrar o alarme, então apertar a soneca no automático não compra silêncio, compra dez minutos. O que muda é o que o alarme exige de você para parar. É a lógica de apps de missão como o Wake Boom, em que o som só cessa depois que você resolve um cálculo, escaneia um código ou reconhece pela câmera, sem foto, um objeto definido na noite anterior, e a soneca apenas adia a tarefa em vez de cancelá-la.

Se o seu caso é esse, siga por despertador para quem nao acorda e por como deixar o despertador mais alto, que tratam volume, som e mecanismo separadamente. Para escolher o app certo a partir do seu padrão de sono, o caminho é melhor aplicativo despertador.

Fontes e versões de referência

As afirmações de comportamento deste guia vêm da documentação de quem fabrica os sistemas, não de estimativa:

  • Alarme x modo silencioso no iPhone — Manual do Usuário do iPhone e páginas de suporte da Apple sobre o app Relógio e o interruptor Toque/Silencioso (support.apple.com).
  • Redução automática de volume — a página da Apple sobre o Face ID e a privacidade, que descreve os recursos sensíveis à atenção como “reduzir o volume dos alertas se você estiver olhando para o dispositivo”.
  • Canais de áudio do Android — referência do AudioManager, fluxo STREAM_ALARM.
  • Alarmes exatos e Doze — referência do AlarmManager (setExactAndAllowWhileIdle) e da permissão SCHEDULE_EXACT_ALARM.
  • Caminhos de menu e alarme com o aparelho desligado — centrais de ajuda da Samsung e da Xiaomi. Aqui não há uma página única a citar: o caminho muda por modelo e por versão, e é por isso que esta seção do texto descreve o menu e propõe um teste em vez de afirmar um resultado.

Os nomes de menu mudam entre versões maiores do sistema. Os citados acima são os que estavam em uso na data desta revisão, e onde um rótulo mudou o texto dá o nome antigo entre parênteses (“Sons e Toques”, no iOS). Onde o comportamento varia entre fabricantes — roteamento de áudio para Bluetooth e alarme com o aparelho desligado —, o texto diz que varia e propõe um teste, em vez de afirmar um resultado único.

O que as pessoas perguntam de verdade

O despertador toca com o celular no modo silencioso?

Sim. O alarme do app nativo — Relógio do iPhone, Relógio do Google, Samsung, Xiaomi ou Motorola — usa o canal de áudio de alarme, separado do canal de toque e notificações. O modo silencioso e o interruptor lateral do iPhone calam toque e notificações; o despertador continua tocando no volume configurado para alarme.

O despertador toca com o celular no modo avião?

Toca. O alarme é processado localmente pelo próprio aparelho e não depende de rede, chip, Wi‑Fi ou internet. O modo avião desliga rádios de comunicação, e o relógio interno segue funcionando. Só há risco em apps que precisam baixar algo, como uma música em streaming — nesses casos o app costuma cair para um som padrão salvo no aparelho.

O alarme toca com o celular desligado?

No iPhone, não: com o aparelho desligado nenhum alarme dispara. No Android depende do fabricante — alguns modelos de Xiaomi/Redmi e de outras marcas já ofereceram alarme com o aparelho desligado, recurso que liga o telefone poucos minutos antes do horário. Sem esse recurso, o alarme só toca com o celular ligado e com bateria.

O despertador toca no fone de ouvido ou na caixa de som Bluetooth?

Pode tocar só no acessório, e essa é uma das falhas mais difíceis de perceber. O roteamento de áudio varia por versão do sistema e por fabricante: em alguns aparelhos o alarme sai pelo alto‑falante do celular, em outros vai só para o fone ou a caixa conectada. Se o acessório estiver na sala ou com volume baixo, você não escuta. Desconecte o Bluetooth antes de dormir ou teste o alarme com o acessório ligado, na posição em que ele passa a noite.

Por que meu despertador tocou tão baixo?

Olhe primeiro o volume do canal de alarme, regulado à parte do volume de toque e de mídia. No iPhone, o controle fica em Ajustes > Sons e Sensações Táteis, no cursor de Toque e Alertas; se a opção de alterar com os botões estiver ligada, um toque acidental no botão lateral derruba o volume. Em iPhones com Face ID, os Recursos com Reconhecimento de Atenção também reduzem o alarme quando a câmera detecta que você está olhando para a tela.

O alarme toca com o celular sem internet ou sem chip?

Sim. O alarme é agendado no próprio aparelho pelo sistema, sem passar por servidor. Sem chip, sem Wi‑Fi e sem dados móveis, o despertador do app nativo dispara igual. A exceção é o alarme cujo som é uma faixa de streaming: sem conexão, o app cai para um toque padrão ou falha em reproduzir.

Alarme de app de terceiros funciona no modo silencioso?

Funciona, desde que o app tenha as permissões certas. Apps como Alarmy, Sleep as Android e Wake Boom pedem permissão de alarmes exatos (SCHEDULE_EXACT_ALARM), execução em segundo plano e liberação da otimização de bateria. Em Xiaomi (MIUI/HyperOS) e Samsung (One UI), sem essas liberações o sistema pode adiar ou encerrar o app — e aí o alarme atrasa ou não dispara.

O celular vibra no silencioso quando o alarme dispara?

Vibra, se a vibração do alarme estiver ativada. No iPhone, o padrão de vibração é definido dentro do próprio alarme, no app Relógio. No Android, a vibração do alarme é uma opção separada nas configurações de som. Vibração sozinha, com o celular longe da cama ou sobre tecido, raramente acorda quem tem sono pesado.

O Não Perturbe silencia o despertador?

No comportamento padrão, não: o Não Perturbe do iOS e do Android deixa o alarme passar. No Android, porém, existe um interruptor explícito para alarmes dentro do Não Perturbe, em 'Alarmes e outras interrupções'. Se alguém desmarcou essa permissão, o alarme do sistema pode ser silenciado. Vale conferir uma vez.

Como aumentar o volume do despertador?

Ajuste a barra específica de alarme. No iPhone: Ajustes > Sons e Sensações Táteis, cursor no máximo e opção de alterar com botões desligada. No Android: pressione o botão de volume, abra o painel completo e mova a barra de alarme. Depois escolha um som com ataque forte e cronometre em quantos segundos o aumento gradual chega ao topo — se levar minutos, encurte a rampa.

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